Se você é mãe, com certeza já se pegou cheirando o seu bebê de forma quase instintiva, certo? E o mais curioso: aquele cheirinho é viciante, reconfortante e parece acalmar o coração da mãe (e do pai também). Mas, afinal, por que o cheiro do bebê é tão especial? E mais do que isso: qual o papel desse cheirinho na criação do vínculo afetivo entre mãe e filho?
Hoje, vamos explicar o que a ciência diz sobre o cheirinho do bebê e por que ele é tão importante para o desenvolvimento emocional e relacional da família.
O cheiro do bebê: um instinto natural
Desde o nascimento, os bebês têm um cheiro próprio, que não é só uma delícia, mas carrega informações químicas que ativam o cérebro da mãe e promovem a conexão emocional.
Estudos mostram que o cheiro natural do recém-nascido ativa áreas do cérebro relacionadas ao prazer e ao vínculo, como o sistema de recompensa. Isso significa que, quando você sente o cheirinho do seu bebê, o seu cérebro libera substâncias como dopamina e ocitocina, o famoso “hormônio do amor”, responsável por fortalecer o vínculo afetivo.
Um estudo marcante
Pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá, publicaram um estudo em 2013 mostrando que o cheiro do recém-nascido ativa o mesmo sistema cerebral ligado ao prazer e recompensas — o mesmo que se ativa comendo algo delicioso ou recebendo carinho.
Conclusão do estudo: o cheiro do bebê “programa” o cérebro da mãe para cuidar, proteger e amar.
Por que esse vínculo é tão importante?
O vínculo afetivo entre mãe e bebê não é só emocional, ele tem função vital:
• Promove o cuidado constante e a atenção às necessidades do bebê.
• Acalma o bebê, que sente o cheiro da mãe e se sente seguro.
• Estimula o aleitamento materno, pois o contato pele a pele e o cheiro ajudam o bebê a buscar o seio.
• Contribui para o desenvolvimento emocional saudável da criança.
Ou seja, o cheiro do bebê e o cheiro da mãe criam uma via de comunicação invisível, mas poderosíssima, essencial para a sobrevivência e o bem-estar do bebê.
O papel da mãe (e do pai também!)
Embora o foco seja, muitas vezes, na mãe, estudos já mostram que os pais também são sensíveis ao cheiro do bebê. O cérebro do pai também pode liberar dopamina e ocitocina ao sentir o cheiro do filho, reforçando o vínculo afetivo e o instinto protetor.
Cheirinho de bebê: natural, e não só “cheirinho de banho”
Vale lembrar: o cheirinho natural do bebê não tem nada a ver com perfumes ou produtos de higiene. É algo próprio da pele do recém-nascido, das glândulas e até da substância chamada vernix caseosa, que recobre o bebê ao nascer.
Por isso, evitar exagero em perfumes e sabonetes perfumados nos primeiros meses é recomendado, para que o bebê mantenha seu cheiro natural, que tem esse papel tão importante para o vínculo.
Curiosidade: Por que o cheiro muda?
Com o tempo, esse cheirinho característico do recém-nascido vai mudando. Isso acontece porque as glândulas do bebê amadurecem, e o corpo vai produzindo outras substâncias. Mesmo assim, o cheiro próprio de cada criança continua sendo uma forma de conexão afetiva com os pais.
Conclusão
O cheirinho do bebê não é só um “capricho da natureza” — é um mecanismo poderoso de conexão emocional e instinto de cuidado. Por meio desse cheiro, o corpo da mãe (e do pai) responde com amor, carinho e proteção.
Por isso, aproveite sem culpa aquele momento de “cheirar o bebê” e curta esse vínculo único, que começa desde o nascimento e fortalece o amor entre vocês.
💬 E você, também é daquelas mães que adoram o cheirinho do bebê?
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